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Do que necessitam as plantas para crescer

As plantas são seres vivos que, tal como os animais, são afectadas no seu crescimento por variadíssimas causas:

·        Algumas dependem da própria planta. São factores genéticos.

·        Outras causas são ambientais.

Dependem do ambiente onde crescem. Há plantas que precisam de muita luz e calor e crescem mal se o tempo permanece encoberto e frio.

·        As doenças e pragas.

Podem destruir completamente as plantas ou torná-las mais fracas, impedindo-as de produzir aquilo de que eram capazes.

·        Há factores que dependem da terra, chamados edáficos.

Todo o agricultor pode modificar para melhor as suas terras:

o   Pode-lhes fornecer nutrientes: fertilizando.

o   Pode-lhes fornecer humidade: regando.

o   Pode-lhes fornecer ar: lavrando ou gradando.

À semelhança do que acontece com as pessoas, quando não têm a alimentação apropriada, as plantas crescem pouco, produzem pouco e tornam-se menos resistentes às doenças e pragas. Visto não se poderem deslocar à procura de alimento é necessário que este se encontre próximo delas. Para que este lhes possa ser fornecido é, no entanto, necessário conhecer as plantas e as suas necessidades.[1]

nutrientes

Imagem retirada de [19]

            São vários os nutrientes de que as plantas necessitam para crescer. Os nutrientes minerais provêm:

·                *Da própria terra;

·                *Dos adubos e de outros fertilizantes;

·                *Dos estrumes e de outras substâncias orgânicas.

Existem nutrientes que provêm do ar ou da água como o carbono, o oxigénio e o hidrogénio. Como estes existem em grande quantidade na natureza um agricultor não tem de se preocupar com eles.

            Embora representem uma parte muito pequena do peso da planta, os nutrientes minerais são, todos eles, muito importantes para o pleno desenvolvimento das plantas. Basta que falte um deles, qualquer que seja, para que elas não cresçam e não produzam bem.[1]

Alguns nutrientes minerais são necessários à planta em maiores quantidades. Estes são chamados macronutrientes e são o azoto (N), o fósforo (P), o potássio (K), o cálcio (Ca), o magnésio (Mg) e o enxofre (S).

Outros, como o ferro (Fe), o Manganês (Mn), o zinco (Zn), o cobre (Cu), o molibdénio (Mo), o cloro (Cl) e o Boro (B), são necessários em menores quantidades, e por isso designados por micronutrientes.

Os sinais de carência nas plantas não são todos iguais. Quando um dos nutrientes se encontra em falta ou em excesso, isto manifesta-se na planta.

Azoto (N) – Dá à planta cor verde. Favorece o seu crescimento e aumenta a produção. Quando há pouco as plantas ficam amareladas, pouco vigorosas e crescem pouco. As primeiras folhas a ficarem amarelas são sempre as mais velhas. Por seu lado, quando se encontra em excesso o azoto atrasa a maturação, torna as plantas mais fracas levando-as a tombarem com facilidade devido ao vento (acama) e diminui a sua resistência às doenças.

Fósforo (P) – Dá à planta robustez, boas raízes e leva ao bom amadurecimento dos frutos. Favorece o arranque rápido e vigoroso da planta. Quando escasseia as plantas podem ficar com sinais avermelhados ou purpúreos nas folhas mais velhas e a maturação dos frutos atrasa-se.

Potássio (K) – Dá resistência à acama e a certas doenças, melhora os frutos e favorece o enchimento das sementes. As culturas de raízes e tubérculos (cenoura, nabo, batata, etc.), consomem grandes quantidades deste elemento. Na sua falta as folhas ficam muitas vezes com manchas castanhas ou amareladas nas margens das folhas, a começar pelas mais velhas, tal como no caso do azoto e do fósforo.

Cálcio (Ca) – A sua falta provoca geralmente na planta a deformação das folhas novas e dos pontos de crescimento. Tem uma grande influência nas propriedades do solo (pH, estrutura, etc.), pelo que deve encontrar-se na terra em quantidades adequadas.

Magnésio (Mg) – Quando em falta provoca o aparecimento de manchas amareladas, que mais tarde podem vir a secar, entre as nervuras das folhas mais velhas.

Enxofre (S) – Os sintomas de deficiência são semelhantes aos do azoto mas, neste caso, o amarelecimento é mais uniforme, estendendo-se a toda a planta.

Micronutrientes – As carências em micronutrientes manifestam-se geralmente nas folhas mais novas. Como são necessários à planta em quantidades muito pequenas a sua aplicação só deve ser feita em caso de necessidade. Aplicações excessivas podem provocar casos de toxicidade.

A identificação dos sintomas de carência nas plantas não é fácil. Além de diferentes entre os vários tipos de plantas, as pragas e doenças, geadas, pesticidas, etc., podem originar sinais semelhantes ou modificar os existentes. Muitas vezes só com o auxílio da análise da terra ou análise da planta se poderá identificar a causa.[1]

É através da Fotossíntese, que as plantas se alimentam.

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Os nutrientes minerais são absorvidos pela planta através das raízes, juntamente com grandes quantidades de água. Vão depois até às folhas verdes onde, graças aos cloroplastos são transformados em matérias vegetais.

Sucintamente:

·               *A planta aproveita a luz do sol: é a sua fonte de energia.

·              *Com essa energia a planta transforma, nas folhas e nas partes verdes, o Anidrido Carbónico (Co2) existente no ar, e o Hidrogénio, que faz parte da água, em substâncias orgânicas mais ou menos complexas, necessárias ao seu crescimento e desenvolvimento, como o amido.

·               *Durante esse processo a planta liberta oxigénio (O2) e por isso purifica o ar durante o dia.[1]